A ESPIRITUALlDADE QUE VIVE EM MIM

Por Romina Miranda, Coordenadora Geral de Grupos de Cônjuges do Amor-Exigente

Mês passado, é para nós um mês muito especial, nasceu nosso amado Padre Haroldo, em 22 de fevereiro ele completaria 101 anos de vida.

Gostaria de dividir uma história com vocês.

Quando iniciei minhas atividades no Amor-Exigente, tive a honra de ter um encontro especial com ele, à luz da lua de Aracruz/ES, durante um dos congressos do Amor-Exigente.

Nesta ocasião, por atraso no voo, ao chegar no local em que, como jornalista, faria a cobertura do Congresso, deparei-me com ele, sozinho (situação totalmente atípica), lindo e radiante em seu “clergyman”, pronto para seguir para o auditório principal, onde cerca de 2.000 voluntários o esperavam para a cerimônia de abertura.

Ele me reconheceu (havíamos nos visto uma ou duas vezes) e me convidou para deixar as malas em seu quarto e seguir com ele para o local.

Deslumbrada com aquela oportunidade única, disse a ele que tinha algo que me incomodava e que sentia o ímpeto de confessar-lhe. Então contei que, após 12 anos casada com um usuário de drogas, me separei amando, mas cansada das inúmeras tentativas frustradas de recuperação, do relacionamento disfuncional e preocupada com o impacto que minha filha na época com cinco anos, já começava a sofrer. Porém, após a separação, não conseguia mais comungar, pois não me sentia pertencente à minha comunidade espiritual, a Igreja.

Foi quando ele me contou a história de seus pais. Dr. Robert, talentoso médico, era alcoolista. Sra. Minnie, sua mãe, fazendeira, tinha cinco filhos para criar. Após muitas tentativas, Minnie perguntou a Robert se ele preferia a sobriedade e a família ou o uso e a separação. Ele escolheu a segunda opção.

Ao relatar esta história, o padre me perguntou: ” Você acha que minha mãe não era digna de comungar, pois separou-se de meu pai nesta mesma situação?” Respondi que não e ele, em sua extrema bondade, em seu amor infinito e carisma inigualável, me convidou a comungar naquele mesmo evento, na missa que celebraria.

Assim me reintegrou à minha espiritualidade e minha alma se encheu de amor.

Padre Haroldo me acolheu, me incluiu, me amou, assim como fez com todos aqueles que, de alguma forma, se julgam marginalizados – ou seja, à margem da sociedade- pelas mais diversas razões.

Desde este momento, a minha espiritualidade renasceu, minha fé foi reavivada, meu amor ganhou o fervor que alimenta, todos os dias, a minha vontade de ser cada vez melhor e viver como ele profetizava: “Medo de nada, só amor“!

Ao nosso padre dedico meu serviço em Amor-Exigente.

Fonte: RevistAE – edição fevereiro/2020 – Edição 245 da Federação de Amor-Exigente (FEAE)

Grupos de Cônjuges de Amor-Exigente

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