Será que sei o que é o AMOR?

Será que sei o que é o amor? Marcos L. Susskind, voluntário do AE, em Israel, tenta responder essa pergunta em sua reflexão na coluna “Princípios Básicos”, edição de dezembro da “RevistAE”. “Quando a adicção entra na família, uma forma importante de amor é o estabelecimento de limites. Muitas vezes o filho (ou o companheiro) querem recompensa (ou reforço) imediato e se revoltam contra os limites. No entanto, eles são necessários para guiar comportamentos e – com o tempo – serão vistos como uma forma de amor. Quem não ama, não se importa – mas quem ama tem o dever de indicar rumos, iluminar o caminho e isto, sem dúvida, envolve estabelecer limites”, diz ele.

Muitas vezes nos perguntamos se sabemos o que é e como dar amor aos nossos filhos ou nosso companheiro. “Isso fica ainda mais nebuloso quando o filho ou o companheiro se entregou ao uso de drogas, ao abuso de álcool ou de outro anomalia como jogo, sexo, internet, etc.”, completa Marcos.

Infelizmente, ele diz ainda que muitos pais acham que não dedicam tempo suficiente ou atenção aos filhos e buscam compensar isso sendo “frouxos com normas, horários ou comportamentos inadequados”. O voluntário ressalta que, no entanto, há que se notar também que impor limites não é ser ditador, autoritário ou mandão. “É fundamental mostrar calor humano, sorrisos, abraços, respeito, tratamento respeitoso. É muito importante “ajustar” o tom emocional de suas respostas ao comportamento dos demais. Não é preciso ficar na defensiva e ser capaz de entender as necessidades do outro”, ele orienta.

Nessas circunstâncias, Marcos diz que o amor parental tem de ser trabalhado, burilado e entendido. Amar passa a ser um novo aprendizado, uma forma diferente de se relacionar. “Quando nosso amado se volta para comportamentos inaceitáveis, é comum que fiquemos traumatizados e então rejeitamos o filho ao invés de rejeitar seu mau comportamento. Filhos desafiadores, hostis, violentos, teimosos fazem com que os seus pais muitas vezes evitem mostrar amor – muitas vezes não os amam mais, não gostam deles, não se esforçam mais”.

Abandono – O voluntário ainda reforça que muitas vezes os pais temem ser abandonados, perder o filho e esse medo os faz dar dinheiro, aceitar o inaceitável, proteger demais. “Nada disso é amor, é apenas o reflexo do medo de ser abandonado. Esses sinais exigem cuidados!”.

Para Reflexão – “O amor é uma fonte permanente de prazer e de dor. É impossível prever qual será a forma no próximo momento. Amor é uma palavra curta, fácil de soletrar, difícil de definir e impossível de viver sem ele”.
(Sayshainar)

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