Depressão: Doença avança no Brasil

Assim como a adicção, outra doença de origem mental muito séria, deve ser tratada com respeito e profissionalismo quando o portador procura ajuda. Trata-se da depressão, doença que represente quase um quarto dos atendimentos ambulatoriais e hospitalares em saúde mental no SUS (Sistema Único de Saúde).

Uma tristeza profunda que faz o corpo doer com os efeitos de uma doença invisível e dificulta ações cotidianas simples como levantar da cama, comer, trabalhar ou estudar. Essa é a depressão, já conhecida como mal do século.

Estimativas da OMS (Organização Mundial da Saúde) alertam que até o próximo ano a depressão será a doença mais incapacitante do mundo. A OMS alerta ainda que a prevalência da depressão no Brasil já é a segunda maior carga de incapacidade, também o maior índice da América Latina.

Atualmente, segundo o Ministério da Saúde, existem aproximadamente 11 milhões de brasileiros diagnosticados com depressão. A prevalência, diz o Ministério, é maior entre as mulheres (10,9%) do que nos homens (3,9%). “Há três anos fui diagnosticada, depois de conviver alguns anos com sintomas como a completa falta de vontade de sair de casa, de ver os amigos, de levantar da cama e ter problemas com minha família pela incompreensão da minha ansiedade e falta de ânimo”, diz a barista, Aline de Sousa Barros.

A depressão representa quase um quarto (23%) dos atendimentos ambulatoriais no SUS. O principal acesso é por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS’s), que correspondem a 69% dos atendimentos e dos diagnósticos realizados no país.

O Ministério da Saúde explica que os casos menos graves da doença recebem o acompanhamento de profissionais como psicólogos e psiquiatras, mas não requerem cuidados mais extremos. “Esse é um cenário bastante importante porque a Atenção Básica é a área ideal para acompanhar os casos leves e moderados, pois tem equipes constantemente capacitadas para desempenhar este atendimento”.

Maior Gravidade – As ocorrências de maior gravidade, no entanto, como a falta de interesse no convívio social, ou que estiverem associadas a outras doenças como a bipolaridade e a esquizofrenia são encaminhadas aos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Uma das principais ferramentas de tratamento da depressão é a psicoterapia, com sessões de acordo com a necessidade do paciente.

Segundo a psicóloga Cecilia Frota, essa terapia “busca mexer com o emocional para encontrar a causa do que gerou essa tristeza, para tentar ajudar o paciente a chegar em um nível de autoconhecimento que seja um caminho para a solução dos problemas”.

Ajuda – Pessoas que sofrem com depressão e não conseguem buscar ajuda de um profissional de saúde podem buscar ajuda em irmandades como o CVV (Centro de Valorização a Vida), pelo número 188. Além disso, o Litoral Norte ainda conta com reuniões de Neuróticos Anônimos, em Caraguatatuba, e do Grupo Fênix Pró Saúde Mental, em São Sebastião. Essas reuniões acontecem todas as quartas-feiras, às 17h, na sede central da ASSAE (Associação São Sebastião de Amor-Exigente), instalada na rua Ipiranga, nº153, região central do município, ao lado do Fama Shopping.
Para saber mais, ligue: (11)3271. 9315 ou acesse www.fenix.org.br

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