12º Princípio Básico: O amor com respeito, sem egoísmo, sem comodismo deve ser também um amor que orienta, educa e exige

O 12º princípio básico do AE foi criado no Brasil, em detrimento de sermos um povo incapaz de deixar de colocar sentimentos de amor, acima de nós próprios. Se quisermos agir verdadeiramente em relação aos desafios da vida, temos que observar, conhecer e compreender, com amor necessário o que nos instiga. “O Amor-Exigente nos oferece novos propósitos em relação à doença da dependência química e da síndrome da codependência, sem arrancarmos de nossas raízes o sentimento de amor, porém, dando a ele uma forma mais adequada de orientar, educar e exigir”, explica Maria Helena Ferramola, voluntária do Amor-Exigente, em Campinas, interior de São Paulo.

Ela diz que vagarosamente vamos nos transformando sendo catalizadores em movimento, através das metas semanais, para influenciar e sermos influenciados com responsabilidade. “E assim é gerado o embrião do novo e firme amor, sem egoísmo, sem comodismo. Esse é o ponto de partida, e, o primeiro sintoma de que se decidirmos amar com exigência, podemos ser um reflexo positivo para a vida de outras pessoas”.

E o que não foi feito? Como corrigir? A voluntária explica que percorrendo, caminhando, incessantemente, dia a dia por entre os princípios básicos e éticos, passos que resgatem a vida, os méritos, para sairmos da condição de náufragos do diálogo e das atitudes de impasse. “Assim, somente assim, vivendo o AE, abrimos espaço para encontrar a força da recuperação. Juntos acendemos luzes mentais e produzimos força física para reconstruir, redefinir e redesenhar com lucidez, uma nova condição de existir e coexistir”, diz Maria Helena.

O amor aos poucos atua sobre as dores, e, com isto, segundo a voluntária, podemos exercitar a possibilidade do que pode ser modificado, vivendo um dia de cada vez, nos deparando com a vida tal qual como ela é. “A ajuda mútua, as imprescindíveis trocas de experiencias, nos levam a escolher entre o sofrer e o agir com coerência, e a autoajuda nos traz confiança, auto brilho e autorrespeito. Os sentimentos de desamor, provocados pelas disfunções têm que ser neutralizados pela decisão, que vêm através do perdão a aceitar novos comportamentos reparadores e restauradores, a recuperação e sobriedade”. “E ambos invadem nossos queridos. Quando o amor amadurece e nos leva ao encontro da compaixão pelo sofrimento de quem tanto amamos”.

Desafio – Maria Helena Ferramola diz ainda que exercendo o verdadeiro amor deste 12º princípio básico, propomos ao nosso desafio compreender que “eu amo você, mas não aceito o que você está fazendo de errado”, é quando o Amor-Exigente que sentimos por ele, nos leva a fazer o que tem que ser feito, não com medo de perdê-lo, mas como prova da nossa dedicação e amor. “É o amor, unicamente o amor que nos da consciência plena para assumir “eu me amo, mas não aceito o que estou fazendo de errado”, que reflete a decisão, a opção mais profunda, dos que querem inspirar, motivar, resgatar e esperançar a sobriedade daqueles que são nossos verdadeiros amores”.

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