Rumo à Confiabilidade

Como fazer prevenção ao uso de drogas? Palestras a jovens e adolescentes e folhetos impressos que os alertam sobre os perigos das drogas, realmente, atingem nossos objetivos de prevenção?

Prevenir antes que a doença da adicção ativa se manifeste nos tempos modernos gerou um novo desafio para proteger crianças e jovens da atualidade. Bernadete Maciel, coordenadora geral de prevenção da FEAE (Federação de Amor-Exigente), explica que hoje, estudos apontam que as estratégias acima, citadas no início desse texto, geram pouco ou nenhum resultado no comportamento da nova geração. “Temos de buscar parcerias junto à ciência para descobrirmos novos caminhos que gerem resultados eficazes, pois evidencias cientificas apontam que programas de prevenção com foco no comportamento, habilidades sociais e formação de vínculos com as famílias, escolas e comunidades podem garantir que crianças e jovens sejam saudáveis até a vida adulta”, diz Bernadete. “Sentimo-nos felizes, pois vemos claramente que nosso EUCAE parte desse proposito. Mas podemos melhorar”.

Ao entendermos os fatores de risco que afetam nossas famílias e os de proteção, que afastam nossos meninos de uma vida marginalizada e sofrida, a coordenadora diz que “melhoramos nossas palestras e a condução dos encontros do EDUCAE”. “Não basta conhecermos sobre drogas e suas consequências e suas consequências; é importante conhecermos a complexidade de fatores sociais e familiares do seu entorno. Temos de, além de seguir a metodologia do AE, criar material analítico sobre nossas ações, se quisermos ter, em um futuro próximo, fonte de informações e base de dados ao buscarmos validação da eficácia da metodologia na prevenção às drogas”.

Bernadete diz que o AE já conseguiu sua visibilidade social. Agora, segundo ela, chegou o momento “de conquistarmos confiabilidade nesse mesmo contexto”. Com esse novo olhar, ela completa, acrescentando ao nosso trabalho, a Prevenção do AE terá um Departamento de Pesquisa que deverá assessorar a Equipe Geral, orientando sobre pesquisas na área e sobre o tratamento dos dados em direção a perspectivas futuras. “A validação traz a confiabilidade. É o que queremos para continuarmos em solo fértil e seguro”, diz a coordenadora.

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