Palavra da Dona Mara: O Amor

O amor é o “ingrediente” mais que especial na receita de um processo de recuperação bem sucedido. Tanto é que esse sentimento é o que encerra o ciclo de passos nas outras irmandades, e é o alicerce no 12º princípio do AE, que nos aprofundaremos a partir do mês de dezembro. É por meio do amor que tentamos espalhar a mensagem dos grupos de mútua ajuda: “sim, é possível parar e vencer o uso de drogas”.

Dona Mara Silvia Carvalho de Menezes, cofundadora do AE e membro do conselho deliberativo da FEAE (Federação de Amor-Exigente) explica que esse é o princípio que deve nos conduzir e permear todos os outros princípios básicos e éticos do programa Amor-Exigente. “O amor com respeito, sem egoísmo, sem comodismo, deve ser também um amor que educa, orienta e exige”, diz ela.

Sobretudo, segundo Dona Mara, ele deve ser a referência para educar, orientar e exigir, em qualquer situação, ou nível de desenvolvimento humano.

Primeiramente é preciso ter clareza sobre:

– O que é educar? Educar é tirar de dentro e trazer para fora o melhor da pessoa.

– Visando à educação ou à reeducação segura e assertiva deve-se definir o caminho a seguir. Queremos sugerir a tomada de conhecimento da proposta simples e eficaz do AE. Ela funciona, dá certo, mas necessita ser vivida, praticada.

– O que é orientar? É saber direcionar os filhos para o rumo certo; o que naturalmente perpassa por uma identidade pessoal e familiar, assim como, pelo comportamento que se mostra quanto a responsabilidade social e a espiritualidade.

– O que é exigir? exigir é disciplinar, é dar limites com Ordem, Autoridade e Firmeza. Tendo objetivos bem claros, sabendo onde quer chegar.

A cofundadora do AE diz ainda que nesses anos de participação no programa aprendeu muita coisa e gostaria de compartilhar conosco. Nós do Facebook ASSAE (Associação São Sebastião de Amor-Exigente) aproveitamos e compartilharemos agora com todos os nossos seguidores.

– O amor de mãe, com sua intuição, sabe o que é melhor para seus filhos e deve seguir aquilo que sente e percebe em seu coração.

– O amor pode ser PASSIVO. É muito cômodo um sentimento assim: que você sente, tem consciência dele, mas não o expressa nem em palavras, nem em ações, o que não causa arrependimentos ou culpa.

– O amor é ATIVO; quando se mostra todo o tempo, é provocador e se faz notar pela completa interação e envolvimento com o outro. Esse amor deve ser absolutamente comprometido com a generosidade e o perdão.

– Se as coisas se complicam; aprendi que tudo o que é mais simples é o que se mostra mais verdadeiro, mais correto.

– Para nos ajudar em situações de dificuldade e fragilidade a resposta certa é a ESPIRITUALIDADE. A verdadeira espiritualidade nos faz ver a presença operante de Deus e facilita a consciência de nosso aperfeiçoamento pessoal que traz a garantia de agir bem e se educar para educar o outro.

Para Reflexão:

“O verdadeiro amor deve tornar a pessoa tão forte, que ela seja capaz de se defender do mal e combatê-lo onde quer que esteja pela vida afora”.







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